Quimbanda

             brasileira Luciferiana 

A Quimbanda se diferencia do culto aos Orixás pelo fato de não usar as forças da natureza para alcançar suas metas e desejos, mas sim a força ancestral do mundo dos mortos. Geralmente os espíritos que trabalham na corrente da Quimbanda são antigos Xamãs, Mestres Caboclos, Bruxos, Alquimistas, Feiticeiros, Guerreiros, Assassinos, dentre outros que se encaixam na vibração energética do culto exercendo suas forças nas linhas de Exu e Pombagira (consorte feminino). Encontramos na Quimbanda várias vertentes  como a Quimbanda Xambá, Quimbanda Malei, Quimbanda Luciferiana. 

Quando falamos “Quimbanda” estamos nos referindo ao Culto de Exu e Pombagira formado em ‘Terras Brasileiras’ através de um longo processo de sincretismos religioso e cultural. Antes de adentrarmos no campo da multiplicidade, deixamos clara a diferença – sob nosso entendimento- entre ‘Quimbanda e Kimbanda’.

Kimbanda é uma palavra de origem africana, mais precisamente da língua Kimbundo (Bantu) que significa: Sacerdote da arte de curar. Assim como outros cultos afros, veio ao Brasil através do processo escravista. Essa forma de religiosidade tradicional é uma das bases da Quimbanda Brasileira, entretanto, a forma de desenvolvimento espiritual tem focos muitas vezes distintos e até opostos. A Quimbanda Brasileira se apropriou não só da cultura Bantu, como da Yorubá, Ameríndia e Europeia. Quimbanda é adaptação e corrupção! Se não fosse dessa maneira, a máscara dos nossos Poderosos Mestres não seria chamada de Exu (palavra Yorubá). A Quimbanda é como um poderoso vórtice que bebe de muitas taças e vomita aquilo que não lhe satisfaz.

 

A Quimbanda Luciferiana se diferencia das demais vertentes por ter V. Lúcifer como sua divindade principal e em alguns cultos de Quimbanda Luciferiana consideram Lúcifer como a única divindade regente a ser cultuada como um Deus. Assim o culto e os trabalhos dentro da Quimbanda Luciferiana são amorais e estão dissociados a qualquer tipo de dogma cristão ou a concepção ,bem e o mal, assim como o Luciferianismo. 

Dentro do culto a Quimbanda Luciferiana há dois tipos segmentos  ritualísticos distintos , o primeiro é composto por adeptos que cultuam Lúcifer como divindade juntamente com os Exus considerando estes como entidades pertencentes a corte de Lúcifer , ou seja, o culto é dirigido a Lúcifer e aos Exus sem recorrer o  uso da demonolatria ( culto aos demônios). O segundo tipo ritualístico é aquele que além do culto tradicional aos Exus e a divindade Lúcifer se faz uso recorrente da demonolatria (culto aos demônios) em amplo sentido e de forma hierarquizada com os demônios Maiorais normalmente exercendo o comando ou a força espiritual para realização dos trabalhos . 

 

Entendemos que dentro de cada “Reino de Exu”, atuam diversas “Linhas de Exu”, porém, existe um Rei que ministra todo o reino e líderes de falange que atuam concomitantemente.Os Reinos de Exu são:

 

Reino das Encruzilhadas
Reino dos Cruzeiros
Reino das Matas
Reino da Kalunga Pequena (cemitérios)
Reino das Almas
Reino da Lira
Reino da Kalunga Grande (Praia)

                                                                                   

                                                                      O Reino das Encruzilhadas​

A encruzilhada é o grande portal que possibilita aos Exus estarem em qualquer lugar, o que faz dela um dos locais mais importantes para o culto de Exu, afinal, Exu direcionará de acordo com as necessidades.

 

Os Exus são chamados nas encruzilhadas para trabalhar nos templos, assim como suas oferendas devem ser feitas no mesmo ponto de força. Além disso, estão intimamente ligados ao imaginário infernal, assim como à cidade de Torrinha, berço da lendária Maria Padilha.

 

A Quimbanda utiliza do “Reino das Encruzilhadas” para intercambiar todos os demais Reinos. As encruzilhadas são como “vias” energéticas que possibilitam a locomoção espiritual dos seres. Essas Legiões proporcionam vitórias contra todos os inimigos, ensinam feitiços poderosos, abrem os caminhos fechados e quando necessário curam enfermos. Trabalham nos processos de sedução e escravidão amorosa, além de serem excelente conselheiros aos filhos e adeptos da negra arte.

Legião ou Povo da Encruzilhada da Rua;
Legião ou Povo da Encruzilhada de Lira;
Legião ou Povo da Encruzilhada da Lomba;
Legião ou Povo da Encruzilhada dos Trilhos;
Legião ou Povo da Encruzilhada da Mata;
Legião ou Povo da Encruzilhada da Kalunga;
Legião ou Povo da Encruzilhada da Praça;
Legião ou Povo da Encruzilhada do Espaço;
Legião ou Povo da Encruzilhada da Praia.

 

                                                                         O Reino dos Cruzeiros

Os antigos feiticeiros ensinavam que o “Cruzeiro” é o verdadeiro portal da Morte que, como toda porta, possui duplo fluxo: Entrada e saída. Os Exus que manifestam-se em tais linhas são intransponíveis guardiões dos Templos de Quimbanda, porém, quando enfurecidos, são sanguinários e perversos assassinos, feiticeiros que dominam os lançamentos de pragas e doenças terríveis. Em contra partida, se respeitosamente cultuados, são capazes de curar a pior das moléstias e evitar graves acidentes.

Legião ou Povo do Cruzeiro da Rua;
Legião ou Povo do Cruzeiro de Lira;
Legião ou Povo do Cruzeiro da Lomba;
Legião ou Povo do Cruzeiro das Almas;
Legião ou Povo do Cruzeiro da Mata;
Legião ou Povo do Cruzeiro da Kalunga;
Legião ou Povo do Cruzeiro da Praça;
Legião ou Povo do Cruzeiro do Espaço;
Legião ou Povo do Cruzeiro da Praia;
Legião ou Povo do Cruzeiro do Mar.

                                                                            O Reino das Matas

O “Reino das Matas” é um dos frutos produzidos pela alquimia da Quimbanda. Nesse reino estão os seres de antigos caçadores, guerreiros e feiticeiros Kimbandas, Ngangas e Xamãs. Possuidores de conhecimento dos reinos mineral, vegetal e animal, são silenciosos e vorazes como os predadores que habitam nas escuras matas.

Legião ou Povo das Árvores;
Legião ou Povo dos Parques;
Legião ou Povo da Mata da Praia (que costeia);
Legião ou Povo das Campinas;
Legião ou Povo das Serras;
Legião ou Povo das Minas;
Legião ou Povo das Cobras;
Legião ou Povo das Montanhas;
Legião ou Povo das Panteras;
Legião ou Povo das Flores;
Legião ou Povo das Raízes.

                                                  O Reino da Kalunga ou Reino do Cemitério

 

Kalunga, palavra derivada dos povos do Congo ou Angola, possui uma definição que assemelha-se com “Necrópoles”, “Terra dos Mortos”, “Mundo dos Ancestrais” ou ainda a tênue linha que separa vivos dos mortos. Alguns acreditam que “Kalunga” significa o rio que separa vivos e mortos, papel muito similar ao rio “Styx” da mitologia grega.

 Legião ou Povo das Portas da Kalunga;
Legião ou Povo das Tumbas;
Legião ou Povo do Forno;
Legião ou Povo das Caveiras;
Legião ou Povo da Kalunga da Mata;
Legião ou Povo da Lomba;
Legião ou Povo das Covas;
Legião ou Povo da Mironga;
Legião ou Povo das Trevas;                                                    

 

 

                                                                  Reino das Almas

 

 

Alma é uma palavra que deriva-se do latim “Animu” (aquilo que anima). De forma simplória, a alma é parte da fagulha original que ciclicamente vaga entre as reencarnações dentro dos vasos (corpos) materiais em busca da libertação. Toda peregrinação ao longo das vidas constrói e destrói convicções materiais nos seres que entram num turbilhão emocional ao longo do processo mortuário. Muitos aceitam os desígnios que lhe são impostos, outros demoram, mas acabam aceitando e alguns não. Dentro do processo de desencarnação, existem duas situações distintas: A transição e a busca.

Legião ou Povo das Almas da Lomba;​
Legião ou Povo das Almas do Cativeiro (Anima Mundi);​
Legião ou Povo das Almas dos Velórios;​
Legião ou Povo das Almas dos Hospitais;​
Legião ou Povo das Almas dos Hospitais e Templos;​
Legião ou Povo das Almas do Mato;​
Legião ou Povo das Almas da Kalunga pequena;​
Legião ou Povo das Almas da Kalunga Grande;​
Legião ou Povo das Almas do Oriente;​
Legião ou Povo das Almas dos Campos de Guerra.

                                                                   Reino da Lira​

 

 

O “Reino da Lira” é um dos maiores mistérios dentro da Quimbanda. Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, “Lira” significa um instrumento musical de cordas  usado em tempos medievais. Apenas com esse direcionamento não entenderíamos a profundidade esotérica desse Reino, por tal motivo devemos recorrer à história para compreendermos melhor a associação entre a palavra “Lira” com o Reino de Exu que a mesma representa.

Legião ou Povo do Inferno;
Legião ou Povo dos Cabarés;
Legião ou Povo da Lira;
Legião ou Povo dos Ciganos;
Legião ou Povo dos Malandros;
Legião ou Povo do Oriente;
Legião ou Povo do Lixo;
Legião ou Povo do Luar;
Legião ou Povo do Ouro;
Legião ou Povo do Comércio.

 

 

                                                       Reino da Kalunga Grande (Praia)​

 

 

Como descrito anteriormente, o conceito “Kalunga Grande” é bem amplo. Entendemos que o “Reino da Praia” é composto tanto pelo mar quanto pela areia, pedras, rios e mata circundante. Outro aspecto importante é que a palavra praia aplica-se tanto para a água doce quanto para a salgada. ​

Legião ou Povo dos Rios;
Legião ou Povo das Cachoeiras;
Legião ou Povo das Pedras Costeiras;
Legião ou Povo dos Marinheiros;
Legião ou Povo dos Piratas;
Legião ou Povo do Lodo;
Legião ou Povo do Mar;
Legião ou Povo da Ilha;
Legião ou Povo das Ondas;
Legião ou Povo dos Ventos;
Legião ou Povo das Profundezas.​​

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